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HISTÓRIAS VERÍDICAS

Mirena Amily

Olá, sou Mirena Amily, tenho 23 anos, moro em Bauru-SP.
Venho por meio desta, relatar a minha história.
Descobri o meu problema no momento mais feliz de minha vida, pois tinha acabado a faculdade e estava cheia de planos, porém a nossa vida nem sempre é como almejamos.

Aos 12 anos no colégio, havia estourado uma bomba caseira no lado direito de meu ouvido, fiquei com um barulho no ouvido por uns dias, nada que fizesse me alertar.
Com 15 anos, percebi uma ausência de audição em meu ouvido, mas pensava que devido o estouro, teria causado alguma lesão, fui ao medico e ele disse a mesma coisa, que a bomba tinha causado uma lesão.

Assim fui levando minha vida, que muitas vezes era constrangedora, pois não conseguia entender o que as pessoas falavam.

Não contente com aquela situação, certo dia com 20 anos, retornei ao médico, e ao fazer audiometria, o medico constatou que tinha perdido 30% de minha audição e pediu para retornar em seis meses ver se evoluía o quadro.

Entretanto, percebendo a estabilidade do quadro não retornei.
Em 2006, com 21 anos, senti uma piora e resolvi ir a outro medico e em outubro fui ao Dr. Lamonica otorrino aqui em Bauru, e este pediu audiometria e ressonância, por misericórdia de Deus não percebi que poderia ser algo complicado, não fiz os exames, pois, alem de não ter plano de saúde e os exames ficarem caros, havia perdido meu tio Dailton que tanto amava, bem como estava terminando minha faculdade e teria que entregar a monografia.

Porém em dezembro do mesmo ano, no dia 20, fomos eu e minha tia Iraci ao Shopping do Calçado em Jaú (uns 40 km de Bauru), ao retornar senti um zumbido muito forte em meu ouvido direito e comecei a chorar, falei para meus pais e pensei que estava ficando doida.

Com os pedidos dos exames em mãos fui tentar marcar ressonância, porém era final de ano e estava tudo parando, desta forma ficou marcado o exame para dia 04/01/2008.
Ficou pronto dia 07/01/2008, contudo, mais uma vez achei melhor esperar para retornar ao medico, pois dia 16/01/2008 era minha formatura e meu sexto sentido falava que era pra deixar pra depois.

Assim dia 21 retornei ao Dr. Lamonica e ele me deu a pior noticia que já tinha recebido em minha vida, que estava com um TUMOR, confesso a vocês que meu mundo desmoronou, haja vista ter tantos planos, casar, fazer pós, enfim sonhos de começo de uma vida independente.

O Dr. Relatou que aqui não havia médicos especialistas e nem hospitais preparados para esta cirurgia que teria que ir pra São Paulo, fui ao otorrinolaringologista Prof. Dr. da USP (não convém falar o nome dele), retornei a Bauru assustada com o problema que possuía, na verdade o dia desta consulta foi o pior de minha vida, pior até mesmo do que receber a noticia que tinha um tumor.

Com o auxilio de meus familiares, que serei grata para sempre, procuramos nos informarmos mais sobre o assunto e assim meu pai e meu tio Oswaldo levando os exames ao Dr. Pedro Hortense neurologista, este indicou o Dr. Eduardo Vellutini, neurologista também em São Paulo.

Marcamos a consulta e nos atendeu atenciosamente, explicou todos os tipos de tratamentos existentes, os riscos da cirurgia, o grau 6 da paralizia que poderia ficar, os hospitais enfim nos deu uma aula, que trouxe paz em nosso coração.

Desta forma, foi marcada a cirurgia para o dia 29/04/2008 no hospital Santa Catarina, foram 13 horas de cirurgia, na verdade de muita agonia a meus pais que tanto amo e que tanto me apoiaram SILAS e MAGDA e meu grande amor ANTONIO CARLOS.

O tumor estava por volta de 3 a 4 cm, fiquei 1 dia na UTI, e mais 4 no quarto, tive uma ajuda imensa da enfermeira Michelli e principalmente do Dr, Vellutini e Erasmo no qual me deram todo o respaldo.

Fiquei em São Paulo 20 dias até tirar os pontos, retornei a Bauru com a visão turva e com paralisia grau 2, e com a ajuda de minha prima futura fisioterapeuta Larissa que disponha todos os dias, horas preciosas com amor para fazer fisio tive uma recuperação excelente.

Ao retornar a Bauru, passados 7 dias, num sábado acordei muito mal, pois não conseguia nem abrir os olhos, passei todo o sábado dormindo (parecia que eu estava fora de órbita) começou anoitecer, meus pais preocupados com a situação, eu comecei a pensar que iria morrer. Ao ligar para o Dr. Eduardo, este pediu uma ressonância de imediato, pois apesar de já estar fora do risco de vazar o liquor, poderia estar ocorrendo algum incidente.

Ao ouvir aquilo grande desespero me deu, pois não gostaria de retornar a São Paulo, assim fiz um voto para Deus, e milagrosamente em 10 minutos eu estava sentada no sofá de casa, com meus familiares ao meu redor.

Hoje, estou totalmente estabilizada, fazendo ainda fisioterapia, com paralisia grau 0,5 (quase imperceptível, somente pessoas muito próximas conseguem perceber), reiniciando meus planos e me sentindo livre, leve e solta sem este problema, pois a sensação de acordar da cirurgia e saber que não tem mais nada é indescritível.

No meu último ano de faculdade na aula de filosofia aprendi a matéria a DIALÉTICA DA VIDA, que se resume que a vida trás situações ora boas, ora ruim, mas em todas elas saímos com uma bagagem de conhecimento e experiências maiores.

Saibam que na vida tudo passa, e conto esta historia para lhes encorajarem e dizer que antes de tudo temos Deus o único consolador, que nunca deixa seus filhos confundidos.

Diante de todo o relato, só tenho que agradecer o resto de minha vida a DEUS, meus pais maravilhosos, ao meu amor, familiares, amigos e irmandade da igreja.

Qualquer dúvida entre em contato, meu telefone é (14) 81376044.
E mail – mirenaamily@ig.com.br
Msn – mirenaamily@hotmail.com

Beijos a todos!

 

 


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Última Atualização: 04 de Novembro de 2008 as 10:00 horas
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