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HISTÓRIAS VERÍDICAS
André Mueller
Meu nome é André Mueller, 27 anos, morador de Dourados-MS há 2,5 anos e natural do interior paulista, Botucatu-SP. Sou casado e tenho uma filha de 2 anos.
Por volta de agosto de 2007 recebi “erroneamente” o diagnóstico de sinusite e comecei a tratar essa patologia com antiinflamatório corticóide, analgésico e, por vezes, antibiótico (frademicina, amoxicilina e azitromicina). Meu principal sintoma era dor de cabeça. Cheguei a perder a audição uma vez, mas nem dei atenção, pois no dia seguinte tive compensação.
Minhas dores de cabeça continuavam e, segundo diagnóstico, tratava essa sinusite. De fato, a dor passava, já que o edema passava com o antiinflamatório. Um certo final de semana, estava com fortes dores de cabeça e meu corpo passou a rejeitar os medicamentos.
Minha esposa me levou para fazer uma tomografia. Neste momento, foi verificado o tumor na cabeça. Pela tomografia, indicava um Meningioma [somente mais tarde seria diagnosticado um Neurinoma, com a Ressonância Magnética].
Em meio a tristeza da família, fui encaminhado à primeira cirurgia, a DVP (Derivação Ventrículo-Peritoneal) em Dourados-MS mesmo; como era urgente, tive que fazer esta cirurgia no mesmo dia, pois o crescimento do tumor tomou tamanha proporção que começou a obstruir a passagem do líquor para a coluna e minha pressão intracraniana estava alta. Após ser submetido à esta primeira cirurgia, minha dor de cabeça parece que foi retirada como um milagre.
Apenas perdi o equilíbrio por alguns dias devido à localização do tumor, mas logo recuperei. Mas o tumor ainda estava lá, e precisava ser retirado devido ao seu tamanho. Foi quando fui encaminhado ao HCFMUSP para operar, pois onde moro não tinha as condições necessárias. Ao chegar nesse hospital em São Paulo (capital), não posso deixar de dizer que sempre fui bem tratado, e que é um excelente complexo hospitalar, sobretudo o setor da Neurofuncional. Foram vários exames que fiz, para confirmar boas condições para a cirurgia.
A Ressonância Magnética mostrava um Neurinoma, além de ter a escala e indicar que o tumor era grande (4x6 cm). Como o tumor estava no tronco cerebral, base de crânio, fui alertado pelo médico dos riscos da cirurgia, já que desse local se originavam vários pares de nervos. Geralmente é do acústico, mas somente teriam certeza no momento da cirurgia.
Pois bem, como a tomografia mostrava um meningioma e a ressonância mostrava um neurinoma, as duas equipes fizeram parte da cirurgia, lideradas pelo Dr. Pedro Augustto Santana Jr. e Dr. Marcos Gomes. Minha cirurgia foi bem sucedida e a única seqüela que tive foi da audição esquerda, que perdi. Como temos duas, só tenho a agradecer à equipe, no nome dessas duas pessoas, pois salvaram minha vida.
Sei que para eles é normal, mas tive minha vida de volta, e isso não tem preço. Minha recuperação foi rápida, e com menos de um mês da cirurgia já estou de volta a Dourados-MS e visitando meus colegas de trabalho. Vale dizer que o tumor foi retirado em cerca de 98%, e os 2% que ficaram deverei acompanhar ao longo do tempo.
Se voltar, cogitou-se em uma radiocirurgia, que é localizada. Essa pequena porcentagem foi deixada, pois um equipamento que eu estava sendo monitorado (Potencial Evocado) mostrava que a retirada total deixaria um lado meu paralisado. Graças a esse equipamento, foi preservado meu lado, mas 2% de tumor foi deixado, existindo a probabilidade de o tumor retornar (criando alternativas), parar e morrer.
Esse equipamento auxiliou para que eu não tivesse nenhuma seqüela, pois tudo estava sendo monitorado e não foi lesado nenhum nervo, já que deste local se originam vários nervos. Finalizando, digo que minha cirurgia foi excelente e os médicos e equipe são pessoas iluminadas.
Prof: André Mueller
UNIGRAN - Dourados-MS
E-mail : mueller.andre@gmail.com
Resolução mínima de 800x600 - Solução: CHROMAWEB Última Atualização: 04 de Julho de 2008 as 10:00 horas ©2001 Bruno Rebouças Tamassia. Todos direitos reservados. Site pessoal mantido sem recursos de patrocinadores |