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HISTÓRIAS VERÍDICAS

Lúcia

Meu nome é Lúcia, sou casada e moro em Brasília. Sempre tive muita saúde, motivo pelo qual agradeço diariamente a Deus. Por volta de junho de 2006, senti uma dor de dente muito forte, e posteriormente, comecei a sentir um zumbido no ouvido, e fui percebendo que estava perdendo minha audição direita, fato que eu notava principalmente quando estava falando ao telefone.

Também sentia alguns desequilíbrios ao caminhar. Esses sintomas me fizeram procurar a Dr.ª Márcia, otorrina que atua em Brasília, para tentar descobrir a causa desses sintomas. Foi então que ela me solicitou uma audiometria, bem como uma ressonância magnética, cujo resultado revelou que eu era portadora de um neurinoma do acústico.

Jamais havia escutado falar nessa doença, e fiquei, inicialmente, muito assustada quando soube da sua gravidade e da possível necessidade de ser submetida a um procedimento cirúrgico.

Foi a partir daí que eu e o meu esposo, Arnaldo, começamos a pesquisar na internet, e descobrimos esse site, que muito me ajudou. Quando diagnosticado, o meu neurinoma estava ainda muito pequeno. Foi então que a Dr.ª Márcia me recomendou procurar especialistas no assunto, em São Paulo.

Marquei uma consulta com o Dr. Paulo Henrique, no Hospital das Clínicas, e mostrei todos os meus exames. Tranqüilizei-me quando ele disse que, considerando o tamanho do neurinoma,, eu não precisaria ser operada naquela ocasião, mas deveria ficar fazendo exames periódicos, de 6 em 6 meses.

Continuei com minha vida normal, trabalhando e realizando minhas atividades rotineiras. Em Janeiro de 2007, realizei nova ressonância, e foi quando se verificou que o neurinoma havia aumentado, e estava com 1,4 cm.

Em março deste ano, fomos novamente em São Paulo, dessa vez me consultei com o Dr. Antonio Nogueira, que fora indicado por uma outra pessoa que já tinha sido operado pelo mesmo na Beneficência Portuguesa, e ele falou que eu deveria ser submetida a uma cirurgia para retirada do neurinoma.

Fui alertada de todos os riscos da cirurgia, bem como das possíveis seqüelas, que poderiam ser paralisia facial, dificuldade na movimentação dos olhos, pálpebra caída, perda do paladar ou alguma outra marca. Já certa que deveria fazer a cirurgia, comecei a colocar minha vida nas mãos de Deus, e pedir que me desse forças para superar esse obstáculo. Contei com a oração e o apoio de muitos familiares e amigos.

Marcamos a cirurgia para o dia 29/3/2007, com a equipe do Dr. Antonio Nogueira, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Tenho certeza que escolhi o melhor médico, por quem tenho a mais alta confiança, admiração e respeito. Também não posso deixar de ressaltar o excelente atendimento do Hospital.

Realizei todos os exames pré-operatórios em Brasília, e estava com uma condição ótima para a cirurgia. Viajei no dia 28 de março, acompanhada do Arnaldo, e minha sobrinha, Maninha, que me deram um amor e apoio essenciais.

Bem, a minha cirurgia estava marcada para as 8h da manhã do dia 29, então a minha internação ocorreu na noite do dia 28. Estava muito confiante em Deus, mas ao mesmo tempo, com um medo muito grande da cirurgia em si, e das possíveis seqüelas. Pedia muito a Deus para não ficar com nenhuma seqüela.

A minha cirurgia acabou atrasando muito, devido a uma cirurgia de emergência que foi realizada pela manhã, e só fui para o Centro Cirúrgico às 13h45, fato que aumentou a minha ansiedade e nervosismo. Chegando no Centro Cirúrgico, a anestesista conversou comigo, tentando me acalmar, e logo aplicou a anestesia, quando apaguei em segundos.

A cirurgia demorou aproximadamente 7 horas, período de aflição para o meu marido e sobrinha, que estavam esperando no quarto, sem notícias. Às 21h30, mais ou menos, o Dr. Antonio os chamou para falar que havia terminado minha cirurgia, e que o neurinoma estava maior do que o diagnosticado, e numa área muito sensível, o que havia complicado muito o procedimento.

Ele falou que ainda não tinha condições de afirmar se havia sido um sucesso, apesar de acreditar que sim. Fui encaminhada para a UTI, em coma induzido, devido ao pós-operatório complicado, por conta da minha pressão que subiu muito, ficou em 19 por 14.

O médico tinha a expectativa de que no dia seguinte, 30/3, pela manhã, eu já seria desintubada. Entretanto, o meu estado emocional muito agitado não permitia a retirada dos tubos, e eu acabei ficando na UTI, em coma, na sexta e no sábado. O Arnaldo e a Maninha iam me visitar todos os dias, duas vezes, e relatam que o meu estado era muito sofredor.

No domingo quando eles foram me visitar, eu estava acordada, já sem os tubos, mas graças a Deus e ao Dr. Antônio Nogueira, não havia ficado com nenhuma seqüela pós-operatório só me encontrava muito desorientada.

Eu não consigo lembrar de nenhuma dessas visitas. No domingo à tarde, eles foram novamente me visitar, e eu já estava melhorando, com a graça de Deus. Permaneci na UTI até a terça a noite, quando fui para o quarto. Esses dias foram muito difíceis para mim, mas Deus sempre me sustentou.

Quando fui para o quarto, estava muito debilitada, não conseguia andar sozinha, comer com a própria mão, mas com a ajuda do Arnaldo e da Maninha, aos poucos fui conseguindo recuperar os movimento e o jeito de segurar os objetos,  e foi uma recuperação muito delicada,  mas graças a Deus,  a cada dia que passava eu sentia uma progressiva melhora.

Saí do hospital na sexta-feira, que por sinal era sexta-feira santa. Voltamos para Brasília no domingo, me cansei muito no vôo, mas graças a Deus correu tudo bem. De volta a Brasília, fiquei um mês em recuperação, fiz 10 sessões de fisioterapia para recuperar mais ainda os movimentos do braço, e o meu equilíbrio.

Durante todo o meu problema, tive tantas demonstrações de carinho e amizade que o nome de todos não caberia aqui, mas me lembro de cada um com muito carinho e sou-lhes eternamente grata. Nesses momentos de dor, o amor da família e amigos tem uma importância muito grande.

Agora, depois de 5 meses da cirurgia, só posso agradecer a Deus por ter me amparado durante todos os momentos difíceis, e por me conceder a graça de hoje estar plenamente recuperada. Agradeço, ainda, a Deus por ter colocado pessoas que me deram tanta força. Hoje, sinto que ganhei de Deus o dom da vida novamente.

Gostaria de deixar uma mensagem de fé a todos que sofreram ou sofrem com este mal, dizendo que, entregando nosso sofrimento a Deus, as dificuldades serão amenizadas e tudo será mais fácil. A todos que venham algum dia a  passar por esse problema, espero que Deus conceda força. A fé deve ser sempre o nosso sustento.

Deixo aqui o meu agradecimento a Deus, a Nossa Mãe Rainha da Paz, ao Dr. Antonio, à Dr.ª Valéria, e a toda sua competente equipe. Também não posso deixar de agradecer e parabenizar ao Bruno, por ajudar, com as informações desse site, tantas pessoas que são portadoras do neurinoma.

Se alguém quiser entrar em contato, fique à vontade. O meu telefone é: (61)33611620.

O telefone da minha sobrinha, Maninha, é (61) 92290680, e o e-mail: maninhah@yahoo.com.br.

 


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Última Atualização: 26 de Junho de 2008 as 16:00 horas
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