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HISTÓRIAS VERÍDICAS

Marcelo

Meu nome é Marcelo, tenho 32 anos, sou advogado, moro em Bebedouro/SP e gostaria de relatar a minha história com o neurinoma.

Há vários anos me queixava de muita dor de cabeça, mas sempre dentro do suportável. Entretanto, em agosto de 2005, passei por uma crise fortíssima e que me deixou muito preocupado, o que me levou a procurar um médico neurologista para encontrar a causa das dores.

Por indicação, procurei um neurologista de Ribeirão Preto que atende na Clínica Civil da Faculdade de Medicina da USP, que após me examinar, e ouvir meu relato, informou-me que sofria de uma enxaqueca muito forte, que poderia ser tratada com medicação. Apenas para tirar minhas dúvidas, e ficar mais tranqüilo, perguntei se não era necessário fazer algum exame, como uma tomografia. O médico afirmou que pelos exames feitos no consultório, e pelos relatos, não haveria necessidade, mas para que eu ficasse mais tranqüilo decidiu fazer um pedido de tomografia.

Alguns dias depois fiz o exame em minha cidade e marquei o retorno para que o médico o analisasse. Entretanto, antes de levar o exame para o médico, abri e li o resultado. Apontava a existência de um neurinoma no nervo acústico (oitavo par). Acho que pela correria do dia a dia, não me toquei que poderia ser um tumor, sabe como é: nunca achamos que vai acontecer esse tipo de coisa com a gente.

Na consulta de retorno, o médico, após analisar a tomografia, disse que não havia ficado muito boa, e que seria necessário fazer outro exame, dessa vez uma ressonância magnética. Era final de setembro de 2005, tinha viagem marcada, então perguntei se não poderia fazer o exame somente após retornar da viagem. O médico me informou que não haveria problema. Fiz a viagem e quando retornei, já na semana seguinte, fiz a ressonância e marquei nova consulta. Da mesma forma que a tomografia, a ressonância apontou a existência de um neurinoma.

Como das outras vezes, fui sozinho ao médico para levar o resultado do exame que, após analisar o resultado, me deu a notícia. Disse que eu tinha um tumor localizado no nervo auditivo e facial, que estava com aproximadamente 2 cm de diâmetro. Naquele momento, não tive reação, somente fiquei ouvindo as explicações do médico, que aconselhou a fazer a cirurgia o quanto antes.

Minutos após sair da clínica, encontrei minha esposa e dei a notícia. Na hora deu para perceber que ficou muito triste, mas, até mesmo para que eu não me sentisse pior do que estava, não quis aparentar, já se mostrando muito otimista e que tudo iria dar certo. Começou então a busca por um médico com bastante experiência nesse tipo de cirurgia.

Alguns dias depois, me consultei com um médico de Ribeirão Preto, que após analisar os exames disse que a cirurgia seria muito simples. Tive boas referências desse médico, mas achei otimista de mais, chegou mesmo a soar bem artificial tanto otimismo. Pesquisando na internet, encontrei várias informações a respeito de alguns bons neurocirurgiões em São Paulo, capital, com experiência em cirurgia para retirada de neurinoma.

Entretanto, dentre todos, um chamou a atenção devido ao número de cirurgias bem sucedidas que pude verificar nos relatos, o Dr. Eduardo A. S. Velutini. Era final de outubro de 2005, então liguei e marquei uma consulta para o início de novembro. No dia minha esposa me acompanhou na consulta e eu estava muito nervoso e preocupado.

Fomos recebidos pelo Dr. Eduardo, que após analisar os exames foi bem sincero, explicando com detalhes como seria a cirurgia e quais seriam as possíveis seqüelas. Quando fui para São Paulo para a consulta, havia decidido consultar outros médicos, mas desisti diante da segurança passada pelo Dr. Eduardo, e naquele dia mesmo marcamos a cirurgia para o dia 24 de novembro.

Fiz a cirurgia no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e tinha previsão de duração de 05 horas, mas durou 09 horas. Quando me acordaram da anestesia, estava saindo do centro cirúrgico e sendo levado para a UTI, e posso afirmar, com toda segurança, que foi o pior dia da minha vida, sentia muita náusea e tontura, mas fui abençoado, pois saí da cirurgia sem um resquício sequer de paralisia facial, e minha audição foi preservada quase que por completa. Fiquei apenas um dia na UTI.

Minha recuperação foi bem lenta, e, embora tenha recebido alta médica na sexta-feira (02/12/2005) apenas oito dias após a cirurgia, a tontura permaneceu por um longo período, sem falar nas dores de cabeça intensas.

Faz, aproximadamente, um ano e meio que fiz a cirurgia, e com pouco mais de 02 meses já levava uma vida normal, inclusive dirigindo. Já fiz 03 ressonâncias após a cirurgia, e, graças a Deus, e ao Dr. Eduardo, como costumo dizer, estou muito bem, sem qualquer sinal de recidiva, somente com algumas dores de cabeça no local da cirurgia, que são aliviadas com analgésicos.

Todos os dias agradeço a Deus por tudo ter dado certo, e agradeço também a todas as pessoas que rezaram por mim, especialmente minha mãe e minha esposa, que, mesmo grávida de nosso filho, hoje com 01 aninho (que por essas coincidências da vida nasceu no mesmo dia do Dr. Eduardo Velutini), sempre esteve do meu lado, dando-me forças durante todo o período de recuperação.

Não poderia deixar de agradecer os idealizadores deste site, pois foi através dele que pude tirar todas as minhas dúvidas sobre o tumor e obter informações sobre os melhores profissionais. Um agradecimento especial ao Dr. Eduardo Velutini e a todos os membros de sua equipe, pela dedicação e profissionalismo.

Para as pessoas que estejam passando por esse problema, peço que não desanimem e procurem o mais rápido um bom profissional, pois quanto antes o tumor for retirado, menores serão as seqüelas.

Espero que meu relato possa ajudar de alguma forma, e aqueles que queiram trocar alguma informação podem entrar em contato:

e-mail: metoscan@hotmail.commarcelotoscan@superig.com.br

 


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Última Atualização: 21 de Junho de 2007 as 14:00 horas
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